Você já deve ter ouvido que, antes de realizar um procedimento estético, é necessário suspender o uso de certas substâncias. Mas você sabe por que os médicos são tão rigorosos com essa lista?
Na Clínica Realize, a segurança da paciente é a nossa prioridade absoluta, e o manejo correto das medicações é um dos pilares para evitar complicações como hemorragias, tromboses ou problemas com a anestesia.
Muitas vezes, aquele remédio que parece “inofensivo” no dia a dia pode se tornar um risco real dentro do centro cirúrgico.
Vamos explicar quais remédios devem ser interrompidos e os motivos por trás de cada recomendação.
O que você vai conferir neste guia:
Para que você se prepare com total segurança, organizamos as informações mais críticas sobre a suspensão de substâncias no pré-operatório:
- Risco de sangramento: por que anti-inflamatórios e o AAS são os maiores vilões da coagulação.
- Alerta sobre trombose: a relação direta entre anticoncepcionais e a segurança vascular.
- Segurança anestésica: o impacto das canetas emagrecedoras (Ozempic) no centro cirúrgico.
- O perigo do “natural”: quais chás e suplementos podem atrapalhar sua cirurgia sem você perceber.
- Tabela de prazos: um guia rápido de quando interromper cada tipo de medicação.
- O que está liberado: quais remédios você deve manter para garantir sua estabilidade física.
Boa leitura!
Quais remédios devem ser suspensos antes da cirurgia plástica?
De forma resumida, devem ser suspensos todos os medicamentos que possam alterar a coagulação sanguínea, interferir na anestesia ou aumentar riscos vasculares.
Embora a lista definitiva seja entregue pelo seu cirurgião, as principais classes que precisam de pausa são:
- Anti-inflamatórios e salicilatos: medicamentos que “afinam” o sangue, como Aspirina (AAS), Ibuprofeno e Diclofenaco.
- Hormônios: principalmente anticoncepcionais orais e terapias de reposição hormonal, devido ao risco de trombose.
- Medicamentos para emagrecer: tanto as fórmulas manipuladas (anfepramona, sibutramina) quanto as canetas injetáveis (semaglutida).
- Suplementos e fitoterápicos: cápsulas de alho, ginkgo biloba, ômega 3 e termogênicos que alteram a pressão ou a coagulação.
Essa suspensão é necessária porque o ato cirúrgico exige que o seu corpo esteja em seu estado mais equilibrado possível, sem substâncias químicas que mascarem reações ou dificultem o estancamento de sangramentos.
Por que preciso parar com o AAS e outros anti-inflamatórios antes da cirurgia plástica?
Medicamentos como o AAS (Aspirina), e anti-inflamatórios comuns (como Ibuprofeno, Diclofenaco e Cetoprofeno) agem diretamente nas plaquetas do sangue, dificultando a sua “colagem” (agregação plaquetária).
Os anti-inflamatórios como o Ibuprofeno, Diclofenaco e Cetoprofeno, são usados para aliviar dores, reduzir febres e combater inflamações em articulações ou tecidos.
Já o AAS (Ácido Acetilsalicílico), além de analgésico, é muito utilizado em doses baixas para “afinar o sangue” em pacientes com riscos cardíacos, evitando a formação de coágulos que podem causar infartos ou AVCs.
Porém, durante uma cirurgia plástica, o médico precisa justamente do contrário: ele precisa que seu sangue tenha uma capacidade de coagulação perfeita.
Esses remédios “desligam” temporariamente a capacidade das plaquetas (as células responsáveis por estancar sangramentos) de se agruparem.
Se você opera sob efeito dessas substâncias, os pequenos vasos que o cirurgião cauteriza podem voltar a sangrar logo após a cirurgia.
Isso gera os temidos hematomas (acúmulo de sangue sob a pele), que podem causar dor, infecção e até comprometer o resultado estético da cicatriz, exigindo, em alguns casos, uma nova intervenção para drenar o sangue acumulado.
Além disso, existe o risco de hemorragias (sangramento abundante) durante a cirurgia, o que pode comprometer o resultado estético e a sua saúde.
Por que preciso parar o anticoncepcional antes de operar?
O uso da pílula é tão comum que muitas pacientes esquecem que ela é, na verdade, um tratamento hormonal potente.
A função principal dos anticoncepcionais é evitar uma gravidez indesejada através de doses de estrogênio e progesterona, que impedem a ovulação.
Além disso, são usados para controlar o ciclo menstrual, reduzir cólicas e tratar condições como a síndrome dos ovários policísticos.
Embora sejam seguros no dia a dia, esses hormônios aumentam a viscosidade do sangue e alteram a parede das veias.
Durante e depois a cirurgia, você passará algum tempo em repouso. O sangue circulando mais devagar nas pernas, somado ao efeito “espessante” do anticoncepcional, cria o cenário perfeito para a Trombose Venosa Profunda (TVP) — a formação de um coágulo que pode se desprender e atingir o pulmão (Embolia).
Por isso, pedimos a suspensão antecipada para que o seu sistema circulatório volte ao estado natural.
Ozempic e remédios para emagrecer: riscos para a anestesia
Essas medicações como a Semaglutida tornaram-se aliadas no preparo para a cirurgia ao ajudarem no controle do peso, mas exigem uma pausa estratégica.
Os análogos de GLP-1 (Ozempic, Wegovy, Saxenda) e outros inibidores de apetite servem para tratar a obesidade e o diabetes.
Eles funcionam enviando sinais de saciedade ao cérebro e, principalmente, retardando o esvaziamento do estômago, fazendo com que a comida demore muito mais para ser digerida.
O risco aqui não é de sangramento, mas sim anestésico. Para uma anestesia segura, o estômago deve estar vazio. Como esses remédios deixam a digestão mais lenta, você pode ter restos de comida no estômago mesmo após 8 ou 12 horas de jejum.
Durante a intubação, esse conteúdo pode voltar e ser aspirado pelos pulmões, causando uma complicação grave chamada pneumonia química.
A suspensão garante que o seu sistema digestivo esteja funcionando na velocidade normal no dia da operação.
Remédios naturais e chás que podem atrapalhar a sua cirurgia
Existe um mito de que “se é natural, não faz mal”, mas na medicina, muitas plantas têm princípios ativos tão fortes quanto remédios de farmácia.
O Ginkgo Biloba, por exemplo,é usado para melhorar a memória e a circulação; a Castanha da Índia combate o inchaço nas pernas; e o Ômega 3 é excelente para a saúde do coração e do cérebro.
Chás verdes e termogênicos são usados para acelerar o metabolismo e ajudar na queima de gordura.
A maioria desses produtos naturais tem efeitos que interferem diretamente na coagulação ou na pressão arterial.
O Ginkgo Biloba e o Ômega 3, por exemplo, têm efeito anticoagulante (fazem o sangue demorar a estancar), o que já vimos que aumenta o risco de hemorragias e hematomas ao realizar uma cirurgia.
Já os termogênicos podem causar taquicardia ou picos de pressão durante a anestesia.
Como as doses nesses produtos naturais nem sempre são padronizadas, suspendê-los 15 dias antes é a forma mais segura de evitar que eles “briguem” com os medicamentos usados pelo anestesista ou causem sangramentos inesperados.
Quanto tempo antes da cirurgia devo parar cada medicação?
Esta tabela serve apenas como referência. Siga sempre a orientação personalizada fornecida pela Clínica Realize.

Medicamentos que você pode (e deve) continuar tomando
Nem tudo deve ser parado. Medicamentos para o controle de doenças crônicas, como pressão alta, tireoide e problemas cardíacos, geralmente são mantidos para que seu corpo esteja estável no dia da cirurgia.
Eles devem ser tomados inclusive no dia da operação, apenas com um pequeno gole de água, conforme a instrução da nossa equipe de anestesia.
FAQ – perguntas frequentes sobre medicação e pré-operatório
1. Esqueci de parar o remédio no prazo certo, e agora? Mantenha a calma e avise a Clínica Realize imediatamente. Dependendo do remédio e da cirurgia, o anestesista avaliará se é seguro prosseguir ou se é melhor adiar o procedimento por alguns dias para a sua segurança.
2. Posso tomar Dipirona ou Paracetamol se tiver dor antes da cirurgia? Sim. Geralmente, esses analgésicos simples não interferem na coagulação e são permitidos caso você tenha uma dor de cabeça ou mal-estar nos dias anteriores à operação.
3. Vitaminas de academia podem ser mantidas? O ideal é suspender polivitamínicos e suplementos de academia 15 dias antes, porque muitos contêm substâncias estimulantes que podem acelerar os batimentos cardíacos ou interferir na pressão arterial durante a cirurgia.
4. Posso consumir bebidas alcoólicas antes da cirurgia? O ideal é suspender o consumo de álcool pelo menos 7 dias antes da operação. O álcool sobrecarrega o fígado (que precisará processar os anestésicos), aumenta a desidratação e interfere na coagulação, podendo potencializar o sangramento e o inchaço no pós-operatório.
5. O que acontece se eu omitir que tomei algum medicamento proibido? Omitir informações no pré-operatório coloca a sua vida em risco. O anestesista e o cirurgião planejam cada detalhe com base no que você informou. Se você tomou algo proibido, seja honesta. É preferível reagendar a cirurgia do que enfrentar uma complicação grave, como uma hemorragia incontrolável ou uma parada respiratória por interação medicamentosa.
6. Medicamentos para ansiedade ou depressão precisam ser parados? Na grande maioria dos casos, não. Medicamentos de uso contínuo para saúde mental (como ansiolíticos e antidepressivos) geralmente são mantidos para evitar crises de abstinência ou desequilíbrio emocional no pós-operatório. No entanto, o anestesista precisa saber exatamente o que você toma para ajustar as doses da anestesia e evitar interações. Nunca pare esses remédios por conta própria.
Segurança se faz com transparência
Seguir as orientações de suspensão de medicamentos é a garantia de que o seu corpo estará nas melhores condições possíveis para uma transformação segura.
Não se esqueça de, durante a consulta pré-operatória, informar todos os medicamentos e suplementos que você toma. O cirurgião vai saber te orientar sobre quais precisarão ser suspensos.
Na Clínica Realize, cuidamos de cada detalhe para que você tenha tranquilidade do pré ao pós-operatório.
Ficou com dúvida sobre algum medicamento específico que você utiliza? Entre em contato com a nossa equipe e receba sua orientação personalizada!







