Acompanhamento Clínico - Clínica Realize

Acompanhamento Clínico

Sobre

Pré-Operatório da Cirurgia Bariátrica


Para que a cirurgia seja bem sucedida, ou seja, para que o paciente perca peso de maneira adequada e não apresente nenhuma deficiência nutricional após a cirurgia, é necessário tomar alguns cuidados antes de realizá-la! Dentre muitas, duas medidas têm um grande impacto positivo nos resultados intra e pós-operatórios: perder peso e iniciar uma atividade física, ainda que esta seja de leve intensidade. Para os tabagistas, parar de fumar é obrigatório.

Além disso, todos os candidatos à cirurgia bariátrica devem passar por algumas etapas antes de realizar a cirurgia:


1.  ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL
O preparo nutricional é elemento fundamental no tratamento da obesidade, tanto no pré quanto no pós-operatório. É no pré-operatório que começa a conscientização das grandes mudanças nos hábitos alimentares que ocorrerão após a cirurgia, associadas a mudanças anatômicas do aparelho digestório e às futuras necessidades de suplementação alimentar.

A avaliação e acompanhamento nutricionais são baseadas em dados antropométricos e laboratoriais. A orientação dietética é individualizada e adaptada a cada paciente, visando diminuir riscos, educar e preparar o paciente para sua futura condição de operado – que exigirá constante esforço e determinação. A perda de peso nesse período, fundamental para um bom procedimento cirúrgico, é também um dos focos do preparo nutricional.

Ao final do acompanhamento pré-operatório, a nutricionista emite um parecer nutricional indicando ou não o paciente a realizar a cirurgia, com base nos critérios citados acima.

 

2. ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO
O acompanhamento psicológico pré-operatório é essencial para garantir o sucesso na cirurgia bariátrica. O paciente aprende a lidar com suas inseguranças, problemas em relação a obesidade e com suas novas responsabilidades após a cirurgia. Na clinica Dr. Sérgio Arruda, o enfoque multidisciplinar é valorizado e o paciente é acompanhado por, no mínimo, cinco sessões pré-cirúrgicas.
O acompanhamento pós-operatório também é de grande importância para garantir a manutenção da perda de peso em longo prazo. O programa pré-operatório utiliza a técnica cognitivo-comportamental e é desenvolvido em cinco sessões, sendo uma sessão individual para orientação e quatro sessões em grupo ou individuais, semanais, onde serão abordados temas relacionados à educação alimentar, mudanças comportamentais e reestruturação cognitiva, bases necessárias para uma boa internação e aceitação de todas as alterações após a cirurgia.

O acompanhamento psicológico também deve continuar após a cirurgia. O número de sessões varia de acordo com a necessidade de cada paciente.

Após as sessões pré-operatórias, a psicóloga emite um parecer psicológico, indicando ou não a realização da cirurgia para cada paciente.

 

3. EXAMES SOLICITADOS:

3.1 CALORIMETRIA INDIRETA

Serve para avaliar a Taxa Metabólica Basal (TMB) do paciente em repouso, ou seja, mensura quantas calorias o paciente gasta para manter suas funções vitais em repouso. Este exame auxilia a prescrição dietética da nutricionista, tornando a oferta calórica mais adequada ao consumo do paciente.

 

3.2 ECOGRAFIA ABDOMINAL

Serve para avaliar doenças da vesícula biliar (presença de pedras) e demais vísceras abdominais, além de detectar a presença de acúmulo de gordura no fígado. É um exame não-invasivo de fácil realização.

 

3.3 ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA

Tem utilidade na pesquisa de H. pylori, além de poder avaliar eventuais gastrites, úlceras, esofagites, hérnias de hiato e outros.

 

3.4 RAIO-X DE TÓRAX

Fornece preciosas informações a respeito da anatomia do coração, pulmões e algumas informações sobre a coluna vertebral.

 

3.5 ESPIROMETRIA

É um exame que avalia a função respiratória que, geralmente, encontra-se alterada pela obesidade.

 

3.6 POLISSONOGRAFIA

É o exame padrão-ouro para pacientes portadores da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. Pode ser sugerido no retorno após o exame polissonográfico o uso de ventilador mecânico com pressão positiva (CPAP) no pré-operatório e/ou até mesmo no pós-operatório imediato.

 

3.7 ELETROCARDIOGRAMA DE REPOUSO

Doenças comuns em pacientes obesos (como sobrecargas de câmara esquerda do coração, arritmias e isquemias) devem ser, quando possível, tratadas antes da cirurgia, pois há risco de complicação cirúrgica ocasionada por essas co-morbidades.

 

3.8 BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA

O exame de bioimpedância elétrica avalia a composição corporal, ou seja, a proporção de gordura e massa livre de gordura do organismo. Além disso, é capaz de avaliar o grau de hidratação de cada indivíduo. Após a cirurgia, a expressiva perda de peso deve ser monitorada, já que o interessante é que se perca o máximo de gordura possível e o mínimo de massa muscular. A bioimpedância nos dá esses dados.

 

3.9 EXAMES LABORATORIAIS

São realizados exames bioquímicos (coleta de sangue) que avaliam a função renal, hepática, pancreática e de coagulação que auxiliam no diagnóstico de algumas patologias no metabolismo e na conduta nutricional.

 

4. PARECER ENDOCRINOLÓGICO

Alguns convênios exigem a avaliação de um endocrinologista com emissão de um parecer para indicar ou não a cirurgia do ponto de vista endocrinológico.

 

5. PARECER PNEUMOLÓGICO

O pneumologista, juntamente com os exames da prova de função respiratória e da polissonografia, identifica e trata eventuais transtornos ventilatórios (como asma e síndrome de hiperventilação alveolar, por exemplo) antes da cirurgia.

 

6. PARECER CARDIOLÓGICO

O cardiologista tem a responsabilidade de detectar e avaliar qualquer doença cardiológica apresentadas pelo paciente. Sabe-se que é frequente a ocorrência de pressão alta em pacientes obesos e é necessário analisar os riscos que cada paciente apresenta para  passar pelo procedimento cirúrgico.




Acompanhamento Pós-Operatório


O pós-operatório da colocação da banda gástrica ajustável é o mais simples. O paciente ao sair do centro cirúrgico volta para o quarto, permanece com soro e aceitando a alimentação líquida, pode ter alta no dia seguinte da operação.

 

No caso da operação de Capella-Fobi (outro tipo de cirurgia bariátrica), ao sair do centro cirúrgico o paciente é encaminhado para um local onde possa ser acompanhado por médicos e enfermeiros. Em alguns hospitais é a unidade de recuperação pós-operatória e em outros o CTI. Neste primeiro dia o paciente permanece com soro e sem receber alimentação pela boca. No dia seguinte recebe alta para o quarto, permanece com soro e inicia dieta líquida. Já está sem a sonda na bexiga, andando e indo ao banheiro, uma vez que a movimentação fora do leito é muito importante para a recuperação. No dia seguinte, tendo aceitado bem a dieta líquida, já fica sem soro. No dia seguinte o paciente tem alta hospitalar, completando 3 dias de internação.

 

Retorno com 7 e 14 dias com enfermeira para curativo e orientações.

 

Retorno após 30 dias da cirurgia com:

- Cirurgião
- Nutricionista
- Psicóloga
- Endocrinologista
- Cardiologista
- Retorno com Fonoaudióloga após 60 dias.

 

Retorno com cirurgião com:

– 3 meses

– 6 meses

– 9 meses

– 12 meses

– 18 meses

– Anualmente

 

O retorno com os outros profissionais, será informado a cada paciente de acordo com a necessidade de cada um.

 

Cuidados

Hospitalar: jejum por 24 horas, antibioticoterapia, anticoagulante, analgesia, inibidores da acidez gástrica. Início da via oral após retorno do peristaltismo.


Domiciliar: complementação da medicação utilizada à nível hospitalar. Retorno progressivo à atividade física. Líquidos nos primeiros 15 dias e líquidos e pastosos até completar 30 dias de cirurgia. Exercícios físicos e esportivos liberados após 60 dias da cirurgia.

 

Nutrição e Dieta Pós-Operatória

Alimentação nos primeiros 30 dias após a cirurgia

 

Água sem gás, chás, caldos e coados; água de côco, Gatorade, leite, iogurtes, gelatinas, etc. Seguir sempre a orientação da nutricionista. Tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia.

 

Diarreia, constipação, dor por gases, náuseas ou vômitos podem acontecer especialmente nas 4 primeiras semanas, após a cirurgia. Algumas modificações na dieta e o aumento na ingesta líquida podem aliviar estes sintomas. Medicações podem ser necessárias para estes ajustes. Em caso de dúvida ou necessidade, o paciente deve recorrer imediatamente ao seu cirurgião. Vômitos podem acontecer, especialmente se o paciente comer rapidamente, não mastigar bem ou comer demais.

 

Alimentação após 30 dias da cirurgia
Alimentação branda, retornando gradativamente ao uso de sólidos, com maior frequência e menores quantidades que o habitual no dia a dia. Restrição alimentar à ingesta de doces.
Reuniões
Os encontros mensais são fundamentais para o sucesso das operações.

 

Após 3 meses da cirurgia, a dieta é normal, o que não significa igual a anterior a cirurgia e sim uma ingesta que sacie o neo-estômago com alimentos nutritivos, evitando a anemia e a avitaminose, com controle quantitativo e qualitativo, orientado pela nutricionista.

 

Devemos lembrar que a medicina não é uma ciência exata e o que está descrito acima vai ocorrer com a grande maioria dos pacientes, entretanto alguns podem permanecerem por mais dias internados e outros podem terem alta mais cedo.

 

A dor pós-operatória normalmente é mínima uma vez que é feita uma analgesia peri-dural que praticamente impede dor nas primeiras 24 horas. A dor após este período é de menor intensidade e é resolvida com administração de analgésicos. 

Ali estão reunidas pessoas interessadas no tratamento da obesidade grave. Alguns são portadores desta doença, outros são familiares, namorados, namoradas, esposos, esposas, amigos e amigas de pessoas obesas que se reúnem para entender melhor os problemas vividos por cada um.

 

Por outro lado também estão presentes profissionais de saúde com ampla experiência no tratamento da obesidade e durante as duas horas de reunião trocam informações, sempre procurando esclarecer as dúvidas.

 

Estes encontros são muito importantes para que uma pessoa ainda não operada tenha contato com outras já operadas, adquirindo informações suficientes para decidir o que fazer quanto à questão da sua obesidade. São muito importantes para os já operados que podem trocar informações entre si e com a equipe de saúde, sobre como estão se sentindo e como está o andamento do seu tratamento. São muito importantes para a equipe de saúde que tem um contato com os pacientes operados e pode perceber como ajudar estes pacientes para que o resultado, durante o emagrecimento e nas etapas seguintes, seja o melhor possível.


A reunião é composta por duas etapas, sendo a primeira uma palestra (com participação da plateia) sobre um assunto de interesse de todos, relacionado à obesidade. A segunda etapa, tendo como ponto de apoio o depoimento de vários pacientes já operados, consta de uma intensa troca de informações entre a plateia, o depoente e a equipe de saúde.

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